A China irá proibir seus cidadãos de negociar em plataformas estrangeiras de criptomoedas. Relatórios de Mídias locais indicam que Pequim tomará medidas adicionais para impedir operações com criptomoedas no país. Autoridades também removeram propagandas de criptomoedas de suas ferramentas de busca e redes sociais populares, como o Weibo.

Ano passado, o país baniu as ICOs  e desativou as corretoras de criptomoedas locais, em janeiro. No entanto, esta ação desencorajou investidores chineses que estão acostumados a contornar proibições governamentais. “É comum as pessoas utilizarem VPNs para comercializar criptomoedas”, disse Donald Zhao, investidor de Bitcoin. Zhao vive atualmente no Japão, devido ao posicionamento mais amigável do país em relação às criptomoedas. Não obstante, a medida de Pequim visa acabar com o mercado  chinês de criptomoedas.

PLATAFORMAS LOCAIS E ESTRANGEIRAS

De acordo com reportagem do jornal South China Morning Post, autoridades chinesas irão suspender serviços associados ao comércio de criptomoedas.

“Para prevenir riscos financeiros, a China irá aumentar medidas para remover qualquer plataforma nacional ou estrangeira relacionada com comércio de moedas virtuais ou as ICOs.”

A matéria reconhece que a proibição inicial de ICOs e corretoras domésticas foi ignorada.

“O comércio das ICOs e moedas virtuais não foi completamente removido da China, mesmo após a proibição. Em Seguida ao fechamento das operações das corretoras locais, muitas pessoas migraram para plataformas estrangeiras para continuar a participar de transações de moedas virtuais. Transações internacionais e a evasão das regulamentações voltaram… os riscos ainda estão presentes, alimentadas por emissões ilegais, fraudes e esquema de pirâmides.”

APERTANDO AS RESTRIÇÕES

A agência oficial de notícias chinesa, Xinhua, citou que o Banco Popular da China na segunda-feira a tarde, disse que irá reforçar as regulamentações da participação de investidores domésticos em transações internacionais de ICOs e moedas virtuais, como riscos ainda estão altos nesse setor. O Banco Popular da China (PBOC), afirma que as ICOs são arriscadas e ligadas à atividades ilegais.

“As ICOs, em sua essência, são um meio de arrecadação de fundos não autorizado, suspeito de ter ligação  com atividades criminosas como fraude financeira e esquemas de pirâmide.”

Em medida semelhante à do Facebook na semana passada, propagandas de criptomoedas desapareceram da popular rede social, Weibo.

Enquanto editamos essa matéria, o Bitcoin estava sendo comercializado a U$7,631.37, apresentando queda de 13,21% em relação as últimas vinte e quatro horas. As manobras de regulamentação na China podem continuar a empurrar os preços para baixo, conforme as incertezas causam mais vendas.