Os principais bancos australianos confirmaram que não possuem planos para proibir a compra de Bitcoins com cartões de crédito. As repartições de bancos australianos como o JP Morgan, Bank of America e Citigroup, adotaram abordagens diferentes de suas sedes americanas.

SEM PROIBIÇÃO, MAS MONITORANDO AS TRANSAÇÕES

A ANZ (grupo bancário da Austrália e Nova Zelândia), disse à rede ABC news que “não irá proibir seus clientes de comprar moedas digitais ou criptomoedas, ou até aceitá-las como forma de pagamento.” Entretanto, o banco irá monitorar as transações “buscando atividades suspeitas”, de acordo com as responsabilidades AML (combate a lavagem de dinheiro). O banco não irá interagir com as empresas “que operam com empresas que trabalhem como emissoras, vendedoras ou negociadoras de criptomoedas.”

O Banco Nacional da Austrália apontou que irá impedir transações de criptomoedas caso surgissem problemas. Segundo um porta-voz do banco:

“A ASIC alertou que a maioria das plataformas corretoras de criptomoedas não são reguladas, desta forma os clientes não terão nenhuma proteção ou suporte legal caso as plataformas falhem ou sejam atacadas.  Nós levamos a proteção das informações e das contas de nossos clientes muito a sério,  tentando reduzir os riscos ao máximo. Para proteger seu dinheiro, algumas transações com cartões de crédito poderão não ser processadas.”

PROIBIÇÃO NA COMPRA DE BITCOINS COM CARTÕES DE CRÉDITO

A proibição de compra de Bitcoins com cartões de crédito por bancos americanos foi recebida com protestos pela comunidade. Entretanto, é uma prática comum proibir a compra de ações e outros tipos de títulos com cartões de crédito. Utilizando de fundos emprestados para comprar esses tipos de ativos, são criados muitos riscos desnecessários para o banco, abrindo portas para manipuladores e golpistas. Criptomoedas são ativos muito especulativos, não regulados apropriadamente, portanto faz sentido que alguns bancos simplesmente preferem não se envolver com isso no momento.

Os bancos terão um papel interessante na descentralização do atual sistema monetário. Por um lado, o novo sistema é ideologicamente destinado a tornar os bancos ou qualquer intermediário obsoleto. Por outro lado, nesse momento o mercado de criptomoedas precisa dos bancos para alimentar a constante demanda das pessoas pela compra de criptomoedas com moedas Fiat. Já os bancos precisam da tecnologia por trás das criptomoedas, o blockchain, para que possam permanecer competitivos em um cenário financeiro ainda em desenvolvimento. Além disso, os bancos precisam das criptomoedas, mas não as que sejam completamente descentralizadas, como (Bitcoin e Ethereum), apenas aquelas que podem controlar e integrar a seus serviços (como o Ripple). Essa relação de amor e ódio não irá acabar tão cedo, pois atualmente ambos os lados precisam um do outro.